segunda-feira, 30 de junho de 2014

Cidade é destaque nacional em desenvolvimento econômico


BARRA MANSA
Tuca diz que a cidade tem em torno de 35 mil pessoas empregadas
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) qualificou o município como uma das 40 melhores cidades do país em desenvolvimento econômico, com destaque para o trabalho realizado com os Microempreendedores Individuais (MEIs). O consultor do órgão, Gustavo Grisa, esteve na cidade na última semana para verificar os dados fornecidos ao Sebrae.
“É necessário vir in loco para verificar se as informações que temos são verídicas e entender a política de desenvolvimento do município. Barra Mansa me surpreendeu positivamente, posso adiantar”, afirmou Gustavo.

De acordo com os dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Barra Mansa, o município possui aproximadamente cinco mil microempreendedores individuais e cerca de 6,5 mil empresas de pequeno, médio e grande porte.

“Barra Mansa tem em torno de 35 mil pessoas empregadas formalmente e quase 15% da mão de obra utilizada no município são de MEIs. O mais importante é que, por meio da formalização do negócio, o microempreendedor passa a ter assistência da Previdência Social, o que não o deixa desamparado em caso de necessidade”, comentou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Antônio César e Silva, o Tuca.

Foi por conta desses dados, que o Sebrae escolheu Barra Mansa como município destaque na categoria MEI. Os critérios utilizados pelo órgão são os que o município realiza quanto a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e as práticas de desenvolvimento local.

“O prefeito de Barra Mansa, Jonas Marins (PCdoB), chegou a ser finalista do prêmio Prefeito Empreendedor e, durante minha visita à cidade, pude constatar que há excelência quanto às informações gerenciais e de atendimento ao MEI, por meio do CATei (Centro de Atendimento ao Trabalhador e Empreendedor Individual)”, comentou o consultor.

Entre os destaques anunciados pelo Sebrae, estão os projetos do BM Invest, a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Barra Mansa e o Shopping Virtual. Segundo Tuca, em 30 dias o BM Invest já deve estar em funcionamento e a expectativa é que o Shopping Virtual seja lançado no mês de outubro, em comemoração ao Dia Municipal do Microempreendedor. “Barra Mansa está no caminho certo do desenvolvimento. O próximo passo é avançar nos demais quesitos da lei geral”, explicou Gustavo, informando ainda que o que mais atraiu os olhares do Sebrae foi a viabilidade que esses projetos possuem para atração de empresas para o município.

Destaque na geração de emprego

O Sebrae tem a intenção de reunir os dados dos 40 municípios em cases que serão disponibilizados, posteriormente, em uma publicação nacional. Para o secretário, a escolha de Barra Mansa como destaque é mais uma oportunidade para atrair empresas e gerar mais empregos no município. “Apenas duas cidades do estado do Rio foram qualificadas. Esse é o resultado de um trabalho de pouco mais de um ano e meio, porque chegamos aqui e encontramos os computadores formatados. Tivemos que iniciar tudo, começar do zero. Conseguimos adquirir a área da Edimetal, demos solução para o terreno da Zen (Zona Especial de Negócios) e agora estamos começando a colher o que plantamos. Esse reconhecimento é essencial para a valorização das empresas já instaladas no município e para atrair novos empreendimentos”, concluiu Tuca.

Valorização dos pequenos


Meta da prefeitura é aumentar compras em 10% a cada ano

Prefeitura pavimentou o acesso dos emprendedores
locais às licitações públicas
Capacitação e conscientização foram as estratégias usadas pelo prefeito de Jacinto Machado (SC), Antonio João de Fáveri, para ampliar a participação dos pequenos negócios nas compras do governo. Como reconhecimento do trabalho, foi o Vencedor Estadual da 8ª Edição do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor, na categoria Compras governamentais.

“O governo quer que todos tenham as mesmas chances de qualquer empresa que participa das licitações e quanto mais capacitações, mais oportunidades têm”, afirma. Com a iniciativa, houve um aumento significativo das compras locais, bem como o crescimento da formalização dos Microempreendedores Individuais (MEI), que passaram a fornecer para a prefeitura.

A partir da implementação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, foi feito o levantamento das informações do município sobre a informalidade dos empresários. O objetivo do projeto é aumentar a cada ano em 10% o valor de compras governamentais na cidade pelos emprendedores locais. Para atingir a meta, houve a capacitação dos empresários. Outro ponto relevante é o incentivo à formalização como Microempreendedor Individual (MEI).

Antes do projeto, os fornecedores de Jacinto Machado tinham dificuldade de se adequar aos critérios exigidos nas licitações, o que obrigava a Prefeitura a buscar alternativas em outros municípios. Entre os desafios enfrentados, aponta-se a conscientização dos empreendedores quanto à necessidade de seguirem as normas que regem as licitações.

Formalização e crescimento

O paisagista Giovane Gabriel é um dos contemplados pelo ambiente favorável aos pequenos negócios em Jacinto Machado.  “Comecei a prestar serviços para a Prefeitura após conseguir me formalizar e assim participar das licitações”, destaca.

Projeto que altera o Simples Nacional chega ao Senado



Após a aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 221/12, que atualiza a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar nº 123/06) pela Câmara dos Deputados, a expectativa do Sistema Fenacon (Sescaps e Sescons) é que o projeto que inclui novas atividades no regime Supersimples seja aprovado pelo Senado Federal rapidamente e sem alterações.

Segundo analisa Mario Berti, presidente da Fenacon (Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas), entidade que representa mais de 400 mil empresas dessas áreas, dentre as maiores novidades do projeto estão a inclusão de várias atividades, antes vedadas, como optantes pelo Simples Nacional, além da migração de algumas outras para tabelas mais favoráveis, como os fisioterapeutas e sociedades de advogados, por exemplo.

“A grande expectativa é que esse texto seja aprovado pelo Senado da forma como saiu da Câmara, pois, caso contrário, em havendo alguma inclusão ou supressão, o texto terá que passar por nova avaliação, o que praticamente inviabilizaria a sua aprovação de imediato, com sério risco de nem ser aprovado mais este ano, por conta de todos os eventos que temos pela frente, como é o caso da Copa e das eleições”, destaca Berti.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Facilidades para empreender

Portal do Desenvolvimento

Com a Central Fácil, o  registro de novos empreendimentos foi reduzido de 60 dias para 7 dias

DSC_3070-tratada cópiaEm Colatina, cidade conhecida como a Princesinha do Norte do Espírito Santo, a gestão municipal descomplicou a burocracia, incentivando a formalização dos empreendedores de pequenos negócios. A iniciativa credenciou o prefeito Leonardo Deptulski a conquistar o título de Vencedor Estadual do 8º Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor na categoria Desburocratização.

A ideia surgiu com a necessidade de se aprimorar a eficiência dos órgãos envolvidos no registro das empresas, concentrando os serviços de legalização em um mesmo ambiente, a chamada Central Fácil, onde o papel é que anda e não o usuário. “A Central Fácil é um forte elemento empreendedor, apoiado e fortalecido pela gestão municipal”, atesta o prefeito.

Anteriormente, esses órgãos estavam fisicamente dispersos e agora, reunidos em um só local, reduzem as distâncias a serem percorridas pelos empreendedores. O prazo de conclusão do processo para os clientes da Central Fácil foi reduzido de 60 dias, em média, para 7 dias. Em parceria com o Sebrae, são também oferecidos recursos financeiros, cuja aplicação é acompanhada e avaliada.

Expansão de fronteiras

O espaço criado em nome da desburocratização desempenha um papel importante para o desenvolvimento de micro e pequenas empresas do município, facilitando também o trabalho dos profissionais de contabilidade.

“Oferece uma gama enorme de benefícios que tem desburocratizado a abertura de empresas, oferecendo um serviço de qualidade de atendimento e de eficiência”, afitrma     Heleno Pazolin, bacharel em Ciências Contábeis que estagiou na Central Fácil, de onde saiu para montar uma empresa do ramo..“Os conhecimentos adquiridos na Central Fácil me ajudaram a engrandecer o meu negócio”, avalia.

Formalização


Cada vez mais vemos donas de casa e desempregados procurando opções de ter ou aumentar a renda mensal e, uma das alternativas costuma ser investir num negócio próprio. Algumas pessoas aproveitam o talento que possuem, outras buscam alguma opção da qual nem tem muito conhecimento. Mas, qual a vantagem e a desvantagem de se abrir um negócio? Um negócio sem planejamento pode começar fadado ao fracasso. Por outro lado, começar um negócio dentro de casa pode ser uma boa oportunidade de testar a aceitação desse produto. Mas para que o empresário tenha algum benefício, se formalizar é uma boa alternativa. Uma opção para quem está começando é aderir ao Microempreendedor Individual (MEI). Pode entrar no MEI aquele empresário que fatura, no máximo, R$ 60 mil por ano e não tem participação em outra empresa como sócio ou titular.

Além disso, o MEI permite a contratação de um funcionário que receba salário mínimo ou o piso da categoria. A vantagem ao se formalizar é que terá o registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e com isso será mais fácil abrir uma conta corrente num banco e, caso haja necessidade de fazer um empréstimo para investir no negócio, terá mais facilidade de acesso a uma linha de crédito, além de também emitir nota fiscal. Outra vantagem é que o empreendedor não precisa pagar impostos federais tais como: IR, PIS, IPI, Cofins e CSLL. Pagando apenas um valor mensal, o microempresário garante todos os benefícios, como auxílio-maternidade, auxílio-doença e aposentadoria. Segundo dados da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, o número de trabalhadores autônomos cadastrados no MEI já superou 4 milhões, em quase cinco anos de existência do programa. Isso mostra que, cada vez mais, as pessoas estão buscando se formalizar.

Será que se o governo melhorasse os impostos cobrados de outros segmentos da economia não haveria mais pessoas se tornando empreendedoras e menos empresas sonegando? Estamos em ano de eleição presidencial, e tomara que essa questão tributária seja um tema relevante na pauta dos candidatos. A conferir.

Espírito Santo - Decreto facilita o uso de cartão de crédito para microempresas


Agilidade, modernização das rotinas de pagamentos e combate à inadimplência no comércio são algumas das vantagens trazidas pelo decreto n° 3596-R, publicado na última sexta-feira (20) no Diário Oficial do Estado. Com a nova legislação, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), por meio da Receita Estadual, passa a permitir que os contribuintes optantes pelo Simples Nacional com faturamento anual até R$ 360 mil, dispensados do uso do emissor de cupom fiscal (ECF), também utilizem como modalidade de recebimento em suas transações comerciais os cartões de crédito ou débito, através de máquinas do tipo POS, sem que venham a perder a dispensa de uso de ECF.

O gerente fiscal da Secretaria da Fazenda, Bruno Aguilar Soares, destaca que os negócios que se enquadram nesta faixa de faturamento apenas poderão utilizar o POS sem que obrigatoriamente passem a utilizar máquinas emissoras de cupom fiscal se aderirem ao Domicílio Tributário Eletrônico (DTE). Caso contrário, não terão direito ao benefício.

"O decreto, ao possibilitar às pequenas empresas esta nova modalidade de recebimento, representa um grande incentivo ao empreendedorismo, bem como conferirá aos contribuintes que aderirem ao DT-e maior eficiência nas interações com o Fisco", avalia o gerente.

A medida atende a uma antiga reivindicação das entidades de apoio às micro e pequenas empresas. Antes, os estabelecimentos nesta faixa de faturamento que viessem a utilizar as máquinas de cartão perdiam a dispensa ao uso de ECF.

Nesse sentido, com a inovação legislativa, após aderir ao DT-e, os contribuintes deverão assegurar que estes equipamentos imprimam no comprovante de pagamento o respectivo número de inscrição no CNPJ do estabelecimento, para utilizar adequadamente as maquinetas de cartões em suas operações mercantis.

O DTE, ferramenta da Agência Virtual (AGV), foi recentemente colocado em operação para permitir maior agilidade na comunicação entre a Receita Estadual e as empresas, que passam a contar com mais prazo para defesa em caso de autuações.
Prorrogação

O decreto n° 3596-R também prorroga para 30 de junho a obrigatoriedade de transmissão de arquivos do programa aplicativo fiscal PAF-ECF à Receita Estadual, que estava prevista para valer a partir de 10 de maio. A medida tinha sido definida em reunião do GTFaz e se refere às operações praticadas entre 1º de janeiro e 31 de maio de 2014.

Todas as empresas usuárias do PAF-ECF passam a ter que transmitir, até o último dia do mês subsequente, os arquivos Movimento por ECF ou Registros do PAF-ECF gerados no mês em curso, conforme previsto no RICMS/ES, à Sefaz via aplicativo TED_PAF-ECF.

O início da obrigatoriedade foi estabelecido inicialmente para 10 de maio, conforme previsto no § 4º do artigo 699-Z-I do RICMS/ES, aprovado pelo decreto 1.090-R, de 25/10/2002. A alteração na data permitirá que os contribuintes que ainda não conseguiram realizar o envio dos arquivos referentes ao primeiro quadrimestre de 2014 possam ficar em dia com suas obrigações junto ao Fisco Estadual.

O aplicativo de empacotamento visando à transmissão para a Receita Estadual dos arquivos de movimentação diária dos contribuintes varejistas, gerados pelo PAF-ECF (denominado TED_PAF-ECF), é disponibilizado para download pela Receita Estadual no link http://internet.sefaz.es.gov.br/informacoes/fiscalizacao/ecf/tutorial.php.

sábado, 21 de junho de 2014

Artesanato paraibano ganha destaque durante jogos mundiais

Doze unidades produtivas do Estado expõem seus produtos em quatro cidades-sede

Por: Luciana Oliveira

João Pessoa - O artesanato paraibano será conhecido por turistas brasileiros e estrangeiros durante o período da Copa do Mundo de Futebol 2014. Produtos de doze unidades produtivas do estado (associações, cooperativas e microempreendedores individuais) estarão expostos em Fortaleza (CE), Brasília (DF), Natal (RN) e Salvador (BA). As exposições fazem parte do projeto Brasil Original, que mostra produtos de diversos estados brasileiros em cidades-sede dos jogos.

Os artesãos paraibanos vão apresentar diversas tipologias, como algodão colorido, renda renascença, labirinto, cerâmica, papel machê, madeira, tecelagem e cipó. “O projeto Brasil Original é super interessante, não apenas para a venda de peças, mas para promover o nosso artesanato. Turistas do Brasil e do mundo vão conhecer o que é produzido na Paraíba e a qualidade dos nossos produtos”, destacou a gestora do projeto de Artesanato do Sebrae Paraíba, Maísa Duarte.

A ação faz parte do projeto Brasil Original, concebido pelo Sebrae para aproveitar o momento da Copa do Mundo, como forma de estimular o desenvolvimento do artesanato brasileiro por meio da inovação, competitividade e acesso a mercados. O funcionamento dos showrooms será de, no mínimo, um mês. Eles ficam em locais de grande fluxo de pessoas, preferencialmente em shoppings centers.

Com o projeto, os visitantes poderão conferir peças originais feitas no país inteiro. Todas as lojas Brasil Original recebem itens produzidos em 21 estados brasileiros participantes do projeto, que contemplam diversas tipologias do artesanato. Na Copa das Confederações, também realizada no Brasil, no ano passado, foram montados esses showrooms para dar visibilidade ao produto artesanal do país.

De acordo com Maísa Duarte, durante a Copa das Confederações, os artesãos paraibanos, de 20 unidades produtivas faturaram quase R$27 mil, com as exposições realizadas em quatro Capitais brasileiras (Brasília, Fortaleza, Rio de Janeiro e Salvador). “Participar desse projeto é uma excelente oportunidade para o artesão comprovar o seu trabalho no mercado”, completa a analista do Sebrae Paraíba.

Ela ainda explicou que a seleção dos produtos e artesãos para participar do projeto foi feita nos anos de 2012 e 2013 pelo Sebrae Paraíba, com o apoio da consultora e pesquisadora Macao Goes. Foram levados em consideração originalidade, qualidade, referência, identidade cultural, acabamento e sustentabilidade. Além disso, o artesão precisava ter sua atividade formalizada, com CNJP, participando de associação ou registrado como microempreendedor individual (MEI).

Projeto que altera o Simples Nacional chega ao Senado


Pelo texto aprovado pela Câmara dos Deputados, fisioterapeutas e sociedades de advogados estão entre as atividades mais beneficiadas.

Após a aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 221/12, que atualiza a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar nº 123/06) pela Câmara dos Deputados, a expectativa do Sistema Fenacon (Sescaps e Sescons) é que o projeto que inclui novas atividades no regime Supersimples seja aprovado pelo Senado Federal rapidamente e sem alterações.

Segundo analisa Mario Berti, presidente da Fenacon (Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas), entidade que representa mais de 400 mil empresas dessas áreas, dentre as maiores novidades do projeto estão a inclusão de várias atividades, antes vedadas, como optantes pelo Simples Nacional, além da migração de algumas outras para tabelas mais favoráveis, como os fisioterapeutas e sociedades de advogados, por exemplo.

“A grande expectativa é que esse texto seja aprovado pelo Senado da forma como saiu da Câmara, pois, caso contrário, em havendo alguma inclusão ou supressão, o texto terá que passar por nova avaliação, o que praticamente inviabilizaria a sua aprovação de imediato, com sério risco de nem ser aprovado mais este ano, por conta de todos os eventos que temos pela frente, como é o caso da Copa e das eleições”, destaca Berti.

sábado, 14 de junho de 2014

Sebrae renova parceria com Tribunais de Contas

Gestores públicos que não adotarem a Lei Geral das Pequenas Empresas podem ter contas rejeitadas; resolução sobre a fiscalização da Lei será apreciada no encontro nacional dos TCs
Projeto Prosperar

Bruno Quick (ao centro), Valdecir Pascoal (à esquerda) e Sebastião Helvecio: parceria pelo cumprimento da lei dos pequenos negócios
BRASÍLIA –  O Sebrae Nacional, os Tribunais de Contas e as Escolas de Contas renovaram ontem por mais dois anos a parceria denominada de Projeto Prosperar para reforçar a sensibilização e o cumprimento da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas no País. Os gestores públicos que não adotarem as regras podem sofrer sanções, multas e ter suas contas rejeitadas.
Em agosto, durante encontro nacional dos TCs, será submetida à deliberação uma minuta sobre a fiscalização do cumprimento da legislação de apoio aos pequenos negócios, principalmente no que se refere ao tratamento diferenciado do segmento nas compras governamentais.
A prorrogação da parceria foi assinada pelo presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Valdecir Pascoal, pelo presidente do Instituto Rui Barbosa (IRB), Sebastião Helvecio, e pelo gerente da Unidade de Políticas Públicas (UPP) do Sebrae Nacional, Bruno Quick, e pelo coordenador do Projeto Prosperar, Narceu Almeida.
“A renovação dessa parceria ratifica o desejo da Atricon de trabalhar com o Sebrae em um tema importante que tem a ver com o desenvolvimento econômico e o empreendedorismo”, afirmou Pascoal.
Na avaliação do presidente da Atricon, os Tribunais de Contas devem estar bastante atentos ao cumprimento da Lei Geral, especialmente no que se refere às compras governamentais.
Em relação à nova parceria com o Sebrae, o presidente do IRB adiantou que a nova etapa das ações conjuntas envolverá a capacitação dos servidores de controle externo para fiscalizar o cumprimento da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, com destaque para as licitações públicas. “As compras governamentais das prefeituras podem servir para estimular os empreendedores dos municípios”, citou Helvecio.
“Estamos renovando o convênio, sensibilizando os tribunais de contas para que fiscalizem o cumprimento efetivo da lei, conscientizem os gestores públicos da importância da implementação e da estruturação de uma logística municipal para dar efetividade à norma”, afirmou Pascoal, que também é presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco.
Ficou acertado que durante o IV Encontro Nacional dos Tribunas de Contas, a ser realizado no período de 4 a 6 de agosto, em Fortaleza,  será discutida a aprovação de uma minuta de resolução da Atricon, “com várias cláusulas e diretrizes para que os tribunais de contas possam aprimorar ainda mais essa fiscalização”, explicou o presidente da entidade.
Sanções
Pascoal alertou que os gestores públicos poderão sofrer sanções, se as regras da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas não forem aplicadas.
“É uma regra, é uma lei em vigor no País. Se depois de conscientizados, se continuarem descumprindo o Estatuto da Micro e Pequena Empresa, podem sofrer sanções, culminando até com a aplicação de penalidades pecuniárias, multas e contas rejeitadas por parte dos tribunais. Essa é uma lei que precisa cada vez mais sair do papel. É uma garantidora do desenvolvimento nacional. A Constituição estabelece no artigo 3º que é dever do Estado, dos órgãos de controle e de gestores, assegurar o desenvolvimento nacional”. destacou.
Resultados
O gerente da Unidade de Políticas Públicas elogiou a parceria e mostrou os resultados alcançados em termos de implementação da Lei Geral pelas administrações municipais. “Há uma linha ascendente desde que houve maior entrosamento entre o Sebrae e os Tribunais de Contas”, afirmou.
Levantamento apresentado na reunião pelo coordenador do Projeto Prosperar, Narceu Almeida, mostra que, desde março de 2013, quando houve o evento nacional “Tribunas de Contas e o Desenvolvimento Local”,  até abril de 2014,  foi registrado um aumento de 103% no número de municípios com a Lei Geral implementada. Isso acontece quando a administração municipal regulamenta a legislação, dá preferência aos pequenos negócios nas compras governamentais, cria condições para a formalização de microempreendedores individuais e nomeia agentes de desenvolvimento. Nesse período, a implementação da lei passou de 860 para 1.743 municípios.
Veja gráfico:

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Sebrae e Banco do Nordeste movem o Seminário FNE Itinerante



O Sebrae-PE, em parceria com o Banco do Nordeste, participará de mais uma versão do Seminário FNE Itinerante. O evento visa à aproximação do agente financeiro junto aos empreendedores da região, como foco em Produtor Rural, Microempreendedor Individual (MEI) e Microempresa e Pequena Empresa (MPE), público alvo do Sebrae.

Desde a primeira experiência, vivenciada em seminário no Município de Santa Cruz do Capibaribe em novembro de 2010, chega-se ao quinto ano de realização, depois de passar por 21 municípios de Pernambuco. Com a programação de 2014, envolvendo mais 13 municípios, o número aumentará para 34, atingido aproximadamente 4 mil empreendedores com informações e orientação de como acessar os recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

Esses eventos, na opinião do superintendente do Banco do Nordeste, estão proporcionando a ampliação dos negócios da Instituição junto aos empreendedores e estimulando a geração de emprego e renda na região.

A programação terá início no dia 30 de junho, às 8h30min, em Cabo de Santo Agostinho, prosseguindo em Triunfo em 2 de julho, às 18h, e Tabira no dia 3, às 18h. Com uma pausa em razão das eleições, retornarará em 28 de outubro, em Quipapá.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

"Temos de construir uma saída suave do Simples" (Entrevista com o ministro Afif Domingos))



Ao completar um ano à frente da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, o paulista Guilherme Afif Domingos tem o desafio de tirar a burocracia da era medieval. A um custo de R$ 30 milhões e pouco mais de um ano de trabalho, ele vai inaugurar neste mês, no Distrito Federal, um portal unificado que deve reduzir o tempo de abertura de empresas de 156 para cinco dias. O ministro espera que essa mudança melhore o humor dos empresários com o País, ao mesmo tempo que garante que “o governo também está extremamente mal-humorado com a burocracia”. Afif quer, ainda, alterar a tributação para empresas que cresceram e ultrapassaram o teto de faturamento do Simples, que hoje está em R$ 3,6 milhões ao ano. Para isso, ele comprou briga com a Receita Federal, buscando apoio no mundo acadêmico. Afif quer provar, com estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV), do Insper e da Universidade de São Paulo (USP), que permitir um aumento de taxação gradativa entre o Simples, que onera menos, e a alíquota de uma empresa que declara por lucro presumido vai aumentar a formalização, trazendo mais receitas, sem aumentar os impostos.

DINHEIRO – A Secretaria da Micro e Pequena Empresa celebrou seu primeiro aniversário em maio. O que já foi feito para melhorar a vida do empreendedor?

GUILHERME AFIF DOMINGOS – Nosso principal projeto é reduzir de 156 dias para cinco dias o tempo necessário para abrir uma empresa. A situação atual coloca o Brasil como um dos piores países em termos de apoio ao empreendedorismo. Vamos também reduzir para um dia o prazo para fechamento de empresas, o que hoje é praticamente impossível. Para isso, estamos implementando a RedeSim, uma rede de simplificação de registro que vai dar um salto do medieval para o digital. Estamos investindo R$ 30 milhões num portal que deve ficar pronto agora em junho, com lançamento no Distrito Federal, onde a Junta Comercial é da União.

DINHEIRO – Como vai funcionar?

AFIF – Para abrir uma empresa, você precisa se inscrever na Receita Federal, na Junta Comercial estadual, nos bombeiros, na vigilância sanitária, no meio ambiente e, finalmente, tirar o alvará da prefeitura. Cada um tem um balcão e cobra uma taxa, numa verdadeira via-crúcis. No mundo digital, quem viaja são os dados, não as pessoas. A primeira revolução desse processo é acabar com todos os números de registro em cada uma dessas inscrições e ficar somente com o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). A segunda mudança são os licenciamentos. Cerca de 90% das empresas oferecem baixo risco de vigilância sanitária, meio ambiente e bombeiro. Antes, independentemente da atividade exercida, a empresa tinha de entrar na fila da vistoria de todos esses órgãos. Com a RedeSim, quem não oferece risco não precisa de licença prévia para operar. Por último, com o sistema de assinatura digital, você pode abrir empresa desde sua casa. É um salto extraor­dinário. Começare­mos im­­­plan­tando em Brasília e iremos avançando nos Estados. Por isso, chama-se Caravana da Simplificação.

DINHEIRO – Como funcionam essas caravanas?

AFIF – Conversamos com os governadores e com os prefeitos para estimulá-los a se integrar a essa rede nacional e sair na pole position. Alguns Estados já têm um modelo avançado, mas ainda não estão totalmente integrados. Isso só vai acontecer quando for lançado o portal da RedeSim. Existe um anseio pela desburocratização, então alguns Estados começaram por conta própria, mas isso não gera uma unificação nacional.

DINHEIRO – Qual será o impacto da unificação e da desburocratização na economia?

AFIF – O primeiro impacto se dará na imagem do País, melhorando o humor, que anda péssimo. Mas o governo também está extremamente mal-humorado com a burocracia, está tudo amarrado. Tudo hoje demora, há quase uma revolta. O momento é de pegar exemplos que deem certo, como esse, para nos permitir outras vitórias. Como, por exemplo, repetir o modelo unificado de pessoa jurídica para pessoa física. Hoje, se eu quiser tirar 27 identidades diferentes no País, eu tiro.

DINHEIRO – A secretaria também tem se dedicado à revisão da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, aprovada na Câmara na semana passada e que agora vai para o Senado...

AFIF – A lei vai universalizar o Simples e permitir a inclusão de todos os outros setores que estavam fora do regime tributário, facilitando o recolhimento de impostos para todos. Mas a lei não vai desonerar esses novos setores, eles vão pagar o equivalente a empresas que declaram por lucro presumido. Os advogados, fisioterapeutas e corretores de seguro e imóveis não se conformaram e conseguiram aprovar na Câmara que suas categorias fossem enquadradas em uma alíquota de imposto menor. Todo mundo quer um imposto menor, mas quem tem padrinho não morre pagão.

DINHEIRO – Mas o acordo da secretaria com o governo e com o Congresso é de que não haveria desoneração nesse projeto de lei, certo?

AFIF – A Receita Federal pediu que não houvesse desoneração, mas a diferença entre a alíquota menor cobrada pelo Simples e uma taxação maior na empresa que declara por lucro presumido gera um efeito perverso na indústria. Com medo de crescer e de ser taxada ainda mais, a pequena empresa cresce de lado. Quem tem parente abre novas empresas em diferentes nomes, mas isso gera perda de eficiência. Nós queremos que a empresa, ao atingir o limite de faturamento do Simples, que hoje é de R$ 3,6 milhões por ano, seja taxada com uma alíquota maior apenas naquilo que ultrapassar esse valor. Temos de construir uma saída suave do Simples, para que a empresa ganhe musculatura para crescer. A Receita vê essa saída como perda de arrecadação, mas eu acho que essa medida amplia a formalização, trazendo mais receitas, sem aumentar os impostos. Então, para ver o atual projeto aprovado, aceitei que não houvesse desoneração, mas me comprometi a fazer um estudo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) e a Universidade de São Paulo (USP) para analisar qual o impacto dessa saída gradativa para a arrecadação. Eles terão 90 dias para apresentar os estudos e, a partir daí, vamos formular, com base acadêmica, uma mudança na tabela do regime.

DINHEIRO – O sr. criou o Impostômetro e tem sido um grande defensor de uma carga tributária reduzida. Mas esse é o 39º ministério...

AFIF – Temos um orçamento de R$ 86 milhões. Esse é um “Micro-istério” (risos). Este é um ministério de integração, não de execução. Estamos trabalhando com um orçamento extremamente diminuto para reduzir a burocracia. Aqui, nós formulamos as políticas públicas e para implementá-las eu tenho o Sebrae. Estou maximizando as ações de todas as áreas para tornar eficaz a política para a micro e para a pequena empresa.

DINHEIRO – Hoje há um cenário de inflação resistente e juros altos. Não é pior para a pequena e a micro empresa?

AFIF – Mesmo quando a taxa básica de juros (Selic) estava em baixa, o crédito era caro para a pequena empresa, que na ponta sempre pegou o juro mais desfavorável, exceto no microcrédito orientado. Depois de uma análise aprofundada, vimos que 90% desses empréstimos, que têm juro subsidiado, são feitos para o dono da pequena empresa e são de curto prazo. Isso porque as regras do Banco Central (BC) para esse tipo de empréstimo são muito complicadas e os bancos comerciais exigem garantias reais para empréstimos de longo prazo, principalmente para investimento. Para se desenvolver, uma empresa precisa de crédito de longo prazo para investir na compra de máquinas e equipamentos, mas no Brasil só se dá prata para quem tem ouro. Os empreendedores só conseguem acessar o capital de longo prazo se já têm um bem para dar de garantia.

DINHEIRO – O que pode ser feito para solucionar esse problema?

AFIF – O Brasil tem carência de investimentos no setor público, no privado e especialmente na micro e pequena empresa. Uma das nossas primeiras medidas foi trabalhar com o BC, com os bancos públicos e com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) numa análise profunda do crédito direcionado. Os resultados convergem para a ideia da criação de fundos garantidores que possam avalizar, junto aos bancos, as operações de médio e longo prazo voltadas para o investimento. Em vez de o empresário colocar a sua própria casa como garantia, entra o aval do fundo. Esse não é um dinheiro que estou dando a fundo perdido, é um risco perfeitamente mensurável e é para empresas que não são aventureiras.

DINHEIRO – Como serão criados esses fundos?

AFIF – Quando fui presidente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), criei o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe) e coloquei R$ 25 milhões como capital para avalizar operações. Vinte anos depois, o patrimônio do fundo é de R$ 520 milhões, sem fazer nenhum novo aporte. Foi uma experiência muito bem-sucedida. Agora o Fampe vai se tornar mais agressivo, até porque, com um patrimônio desse tamanho, o fundo pode garantir cerca de R$ 4 bilhões em empréstimos direcionados.

DINHEIRO – Como isso ocorrerá?

AFIF – Vamos aumentar os limites de empréstimos, criar mecanismos para agilizar a consulta de cadastros do tomador e oferecer empréstimos para investimento e para capital de giro, ao mesmo tempo. Porque quando uma empresa investe em uma máquina, ela vai aumentar a produção e vai precisar de mais capital de giro. Se só financiar a máquina, sem financiar o capital de giro, você estrangula essa empresa. O Sebrae também passa a cumprir um papel de assistência gerencial dessa empresa aspirante ao crescimento, para que ela saiba se esse investimento é bem dimensionado para seu tamanho e suas perspectivas.

DINHEIRO – Como é ser ministro da presidenta Dilma Rousseff e vice-governador do Geraldo Alckmin, simultaneamente?

AFIF – Vice-governador não faz nada, então eu decidi fazer alguma coisa. Isso está resolvido e eu não precisei ir ao analista (risos).

DINHEIRO – E a expectativa para a Copa do Mundo?

AFIF – Vai dar tudo certo. O que existe hoje são corporações usando a Copa, da forma mais arbitrária possível, para obter conquistas salariais. Isso espantou o verdadeiro manifestante, que não quer ser confundido com baderneiro. Depois que foi decidido que a Copa seria feita no Brasil, não há que discutir se se queria ou não. Depois que saltou do trampolim, tem de decidir como vai cair na água. E acho que vamos cair direitinho, sem fratura.

(Fonte: ISTO É)

Ministro Afif Domingos assina acordo com Alckmin e Haddad para implementar Redesim em São Paulo


Na próxima segunda-feira (9/6), o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), Guilherme Afif Domingos, assina um termo de compromisso com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e com o prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, com objetivo de aliar esforços para implementação e integração da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) na capital do Estado. A assinatura ocorrerá às 15h30 no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo de São Paulo.

A medida tem como objetivo dar maior celeridade ao processo de abertura de empresas, que deverá passar para o prazo máximo de cinco dias após a total integração do sistema, e na baixa que passará a ser realizada na hora.

Para o ministro Guilherme Afif a assinatura representa um passo importante na consolidação dessa ferramenta tão importante. “Estamos nos juntando à Prefeitura e ao Governo de São Paulo para implementar a Redesim, um sistema moderno, eficiente e que garante segurança aos empreendedores paulistas. Esse sistema será implantado e todo o Brasil. A assinatura desse termo representa uma vitória na nossa luta contra a desburocratização”, destacou.

O documento estabelece a formação de um plano de trabalho conjunto para definir as metas, etapas, fases de execução e demais ações que deverão ser tomadas para que o sistema seja implementado. O plano deverá ser apresentado em até 45 dias após a assinatura do termo.

Além disso, o termo prevê a consolidação de informações que orientem os empreendedores sobre todo o processo de abertura e fechamento de empresas e a disponibilização de pessoal qualificado e suficiente para a execução das atividades dentro dos prazos estipulados para o cumprimento das ações.

Redesim

A Redesim é um sistema integrado que permite a abertura, fechamento, alteração e legalização de empresas em todas as Juntas Comerciais do Brasil, simplificando procedimentos e reduzindo a burocracia ao mínimo necessário.

Esse sistema fará a integração de todos os processos dos órgãos e entidades responsáveis pelo registro, inscrição, alteração e baixa das empresas, por meio de uma única entrada de dados e de documentos, acessada via internet. Com a Redesim, os usuários também poderão obter informações e orientações pela internet ou de forma presencial, a exemplo do acesso a dados de registro ou inscrição, alteração e baixa de empresários e pessoas jurídicas.

(Fonte: SEGS)

Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas é regulamentada em todos os municípios do Tocantins


Todos os 139 municípios tocantinenses regulamentaram a Lei Complementar 123/06, também conhecida como Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas (MPE), que visa ampliar e regularizar os benefícios dos pequenos negócios. O Sebrae Tocantins, em parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-TO), e demais poderes públicos,  trabalharam em cada município buscando capacitar e incentivar a formalização dessas empresas, além de auxiliar no processo de desburocratização para a abertura de empreendimentos.

“Agora há um novo começo para o estado, uma vez que se fortalece o trabalho de tirar a lei do papel. O grande diferencial que vai fazer o Tocantins avançar não é ter a lei aprovada e sim fazer com que ela tenha eficácia plena, mas isso só acontecerá com o envolvimento da gestão pública, do poder legislativo, poder executivo e lideranças locais, além do Sebrae atuando na disseminação do conhecimento”, afirmou a superintendente do Sebrae Tocantins, Márcia Rodrigues.

Para concluir a aprovação e implementação da Lei Geral em 100% do Estado, o Tribunal de Contas do Estado  e o Sebrae Tocantins  firmaram, em 2013, parceria para realização do Projeto Prosperar, que visou a orientação  e o apoio aos municípios  acerca do cumprimento da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.  A adesão de todos os municípios do estado viabiliza, dentre demais atividades, a participação das MPEs e dos Microempreendedores Individuais (MEI) nos editais de compras públicas, o que possibilita que o comércio local se mantenha em destaque na região.

De acordo com o presidente do TCE-TO, conselheiro José Wagner Praxedes, o Tribunal de Contas apoia a implementação da Lei Geral de Apoio às Micro e Pequenas empresas por entender que ela é essencial para o desenvolvimento dos municípios. “Em 2013 realizamos, em parceria com o Sebrae, o evento “Os Tribunais de Contas e o Desenvolvimento Local”, bem como o programa “Agenda Cidadã”, que abordou o tema. A partir deste ano de 2014 a implementação da Lei Geral passou a ser ponto de auditoria do TCE-TO. Isso significa que nossos técnicos vão cobrar dos prefeitos o cumprimento desta importante legislação”, declarou Praxedes.

A Lei Geral das Micro e Peque­nas Empresas evidencia a importância de pequenos negócios, que incorporam mais de 99% de todas as empresas do país, geram aproximadamen­te 60% dos empregos, e efetivam cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.


Benefícios

A Lei Geral garante aos MPEs tratamento diferenciado, bem como facilita na obtenção do CNPJ, emissão de nota fiscal, abertura de conta bancária e solicitação de linha de crédito como pessoa jurídica. Além de proporcionar benefícios da previdência social como aposentadoria, auxílio-doença e auxílio-maternidade.


(Fonte: 
http://surgiu.com.br/noticia/156813/lei-geral-das-micro-e-pequenas-empresas-e-regulamentada-em-todos-os-municipios-do-tocantins.html)

Sistema Único de Licenciamento reduzirá tramitação dos processos



O Brasil avança em prol do empreendedorismo e começa a facilitar a vida de quem quer empreender desburocratizando a abertura e licenciamento de empresas. E o Rio Grande do Sul também caminha na mesma direção, com a implantação do Sistema Único de Licenciamento (SUL). O projeto-piloto se inicia por Porto Alegre e Guaíba e pretende reduzir de 60 para cinco dias a tramitação do processo de registro mercantil nas duas cidades, por meio de um sistema de cadastro via internet. O presidente da Junta Comercial do Estado (Jucergs), João Alberto Vieira, adiantou ontem, durante palestra no Tá na Mesa da Federasul, que a meta da autarquia é incluir no novo sistema 16 cidades até o fim do ano, atingindo 80% do universo empresarial.

O presidente garantiu que, com o sistema, será possível realizar e acompanhar a abertura, o fechamento e a alteração das informações jurídicas, por meio de um login e senha. Vieira também enfatizou que, com a substituição dos processos físicos por digitais, os empresários não terão mais que percorrer diversos órgãos para realizar o cadastro jurídico. “Além de modernizar, garantimos mais eficiência e agilidade no processo”, argumentou.

Também nesta mesma direção, em busca da modernização, a Jucergs está lançando, nos próximos dias, o edital para contratação de empresa com o objetivo de digitalizar mais de 30 milhões de documentos referentes à abertura e fechamento de empresas. Será investido na digitalização R$ 9 milhões, numa parceria junto com o Sebrae.  

Atualmente com 1 milhão de empresas ativas, a Junta Comercial do Estado realiza cerca de 2 mil aberturas e 800 fechamentos de pessoas jurídicas por mês. A reestruturação dos cadastros surgiu com a aprovação da Lei 11.598/07, que estabeleceu diretrizes de integração do processo de registro e legalização de empresários e criou a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim).


(Fonte: JC-RS)

domingo, 8 de junho de 2014

Pequenas empresas incrementam economia de municípios


Prefeituras que priorizam produtos e serviços de micro e pequenas empresas aumentam orçamento e geração de empregos

Brasília - Desde a criação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, em 2006, mais de 4 mil municípios regulamentaram a legislação que beneficia os pequenos negócios e 1.795 cidades já a implementaram. A Lei determina que as licitações até R$ 80 mil sejam exclusivas para os pequenos empreendimentos. O mesmo vale para as subcontratações que alcancem até 30% do total licitado e para cotas que correspondam até 25% do valor objeto contratado.

“As prefeituras podem comprar uma série de produtos e serviços que se originam nas suas próprias cidades. Essa é uma das melhores formas de incrementar a geração de emprego e renda nos municípios.”

Luiz Barretto - Presidente do Sebrae

Com o objetivo de incentivar as prefeituras a terem os pequenos negócios como seus fornecedores, a entidade realiza, desde 2001, o Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor. No próximo dia 3 de junho, será anunciada na sede do Sebrae Nacional, em Brasília, a lista dos 12 prefeitos vencedores da 8ª Edição do Prêmio.

Este ano foram selecionados 123 projetos finalistas de um universo de 1.348 inscrições. Ao longo de seus 13 anos de existência, a iniciativa já reconheceu nacionalmente o trabalho de 55 gestores municipais que identificaram nas micro e pequenas empresas uma importante ferramenta de desenvolvimento econômico sustentável.

No Brasil, 930 prefeituras já realizam licitações específicas para micro e pequenos negócios, 448 contratam até 30% de empreendimentos desse porte e 459 realizam cotas até 25%. Atualmente, a receita dessas empresas com as administrações municipais atinge R$ 17,9 bilhões, com um potencial de chegar até R$ 61,2 bilhões, segundo estimativa feita pelo Sebrae e pela Confederação Nacional dos Municípios

Um bom exemplo de sucesso na implementação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa é o município fluminense de Três Rios (com 98 mil habitantes). Em apenas três anos, as compras públicas da prefeitura geraram mais de nove mil empregos, incentivaram a formalização de 2,9 mil microempreendedores individuais (MEI) e estimularam a criação de mais de 1,1 mil novas empresas. Com isso, a arrecadação do município cresceu em mais de 135%, mesmo com a medida de reduzir as alíquotas do ISS e do IPTU. Em 2009, a prefeitura da cidade havia arrecadado R$ 85 milhões, em 2012 esse volume saltou para R$ 200 milhões.

De acordo com o prefeito de Três Rios, Vinícius Farah, os bons resultados foram obtidos logo depois que a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa foi implementada na cidade e que o governo local começou a valorizar os proprietários de pequenos negócios. "Com a legislação, começamos a estimular cada vez mais a participação dos pequenos empreendimentos nas compras públicas. Além disso, demos descontos nos impostos de grandes empresas, mas os obrigamos a comprarem serviços e produtos defornecedores locais". O bom crescimento econômico e social da cidade de Três Rios fez com que o prefeito fosse premiado na 7ª Edição do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

RIO GRANDE DO SUL (RS): Estado vai desburocratizar a abertura de empresas

Sistema Único de Licenciamento reduzirá tramitação dos processos

 

 

O Brasil avança em prol do empreendedorismo e começa a facilitar a vida de quem quer empreender desburocratizando a abertura e licenciamento de empresas. E o Rio Grande do Sul também caminha na mesma direção, com a implantação do Sistema Único de Licenciamento (SUL). O projeto-piloto se inicia por Porto Alegre e Guaíba e pretende reduzir de 60 para cinco dias a tramitação do processo de registro mercantil nas duas cidades, por meio de um sistema de cadastro via internet. O presidente da Junta Comercial do Estado (Jucergs), João Alberto Vieira, adiantou ontem, durante palestra no Tá na Mesa da Federasul, que a meta da autarquia é incluir no novo sistema 16 cidades até o fim do ano, atingindo 80% do universo empresarial.

 

O presidente garantiu que, com o sistema, será possível realizar e acompanhar a abertura, o fechamento e a alteração das informações jurídicas, por meio de um login e senha. Vieira também enfatizou que, com a substituição dos processos físicos por digitais, os empresários não terão mais que percorrer diversos órgãos para realizar o cadastro jurídico. “Além de modernizar, garantimos mais eficiência e agilidade no processo”, argumentou.

 

Também nesta mesma direção, em busca da modernização, a Jucergs está lançando, nos próximos dias, o edital para contratação de empresa com o objetivo de digitalizar mais de 30 milhões de documentos referentes à abertura e fechamento de empresas. Será investido na digitalização R$ 9 milhões, numa parceria junto com o Sebrae.  

 

Atualmente com 1 milhão de empresas ativas, a Junta Comercial do Estado realiza cerca de 2 mil aberturas e 800 fechamentos de pessoas jurídicas por mês. A reestruturação dos cadastros surgiu com a aprovação da Lei 11.598/07, que estabeleceu diretrizes de integração do processo de registro e legalização de empresários e criou a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim).

 

(Fonte: JC-RS)

 

Deputados comemoram ampliação do Simples

O jornal da Câmara publica matéria sobre a repercussão da aprovação do PLP nº 221/12. 

Veja a seguir.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Aprovado Substitutivo da Lei Geral - Câmara aprova alívio de até R$ 10 bi para empresas

 

Projeto volta ao Senado. Mudança no Simples incluirá 447 mil empresas (incluindo fábricas de refrigerantes) no sistema que reduz valor dos impostos e veda o pagamento antecipado de tributos

 

A Câmara terminou de votar, na noite desta terça-feira (3), um projeto que inclui 447 mil empresas de 140 setores no Supersimples, sistema de tributação mais vantajoso e que reduz o pagamento de impostos. Após acordo com o governo, os deputados incluíram no regime as pequenas fábricas de refrigerantes. Sem acordo, reduziram um pouco mais o imposto a pagar por advogados, fisioterapeutas e corretores de imóveis e de seguros.

A proposta do Simples ainda limita a exigência de se pagar tributos antecipadamente. Ao todo, o projeto pode beneficiar mais de 8 milhões de micro e pequenas empresas, segundo cálculos do Serviço Nacional de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae). A medida pode aliviar o caixa dos pequenos negócios em um valor ainda incerto, mas estimado entre R$ 900 milhões e R$ 10 bilhões por ano. A proposta volta ao Senado.

Hoje, os deputados terminaram de analisar destaques ao projeto 221/12, cujo texto-base foi aprovado no mês passado. Eles ainda conseguiram reduzir o imposto a ser pago, dentro do sistema do Simples, por advogados, fisioterapeutas e corretores de imóveis e seguros.

 

Mesmo contra a Receita Federal, essas categorias terão uma tributação menor do que a prevista no texto-base porque foram enquadradas em tabelas de cobrança mais vantajosas do que as do projeto original. O governo acabou derrotado com o voto de 341 deputados. Nove foram contra e atenderam ao desejo do Executivo; houve duas abstenções.

Para aderir ao Simples, é preciso ter um faturamento máximo de R$ 3,6 milhões por ano e, também, fazer parte de uma relação de ramos de atividade permitidos por lei.

 

Quatro vezes menos

A Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebrás) comemorou a inclusão de seus negócios no sistema. Eles calculam que seus pequenos negócios passariam a pagar quatro vezes menos tributos se pudessem aderira ao sistema. “Hoje, nosso custo com impostos é de 48%. Baixaria para 12%. Os grandes produtores [como Coca-cola e Ambev] só pagam 20%”, disse o presidente da Afrebrás, Fernando de Bairros, ao Congresso em Foco.

A medida beneficiará 50 micro e pequenas fábricas de refrigerante. Junto com as fábricas médias, elas faturam R$ 600 milhões por ano, quase nada perto dos R$ 15,4 bilhões das receitas das empresas de grande porte, como Coca-cola e Ambev. De acordo com Bairros, até então, a Receita Federal não aceitava negociar nenhuma diminuição dos custos. Eles avaliam que a renúncia fiscal será de apenas R$ 4 milhões por ano para esses 50 pequenos fabricantes.

No plenário, o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) lembrou que o incentivo fiscal a essas bebidas deveria considerar a saúde da população. “Refrigerante faz mal à saúde.”

 

Acordos

O presidente do Sebrae, Luiz Barreto, diz acreditar que a matéria será aprovada no Senado e seguir para sanção da presidente Dilma sem vetos, porque houve acordo com o governo e o Conselho Nacional dos Secretários de Fazenda (Confaz).

Pela proposta, poderão aderir ao Simples 140 categorias profissionais, como advogados, médicos, psicólogos, contadores, despachantes, peritos, leiloeiros, consultores, fisioterapeutas, jornalistas, agrônomos e prestadores de serviço de transporte fluvial. Sem a mudança na lei, mesmo que faturem até R$ 3,6 milhões por ano, esses setores não podem aderir ao Simples.

 

Imposto antecipado

O relator da proposta, Cláudio Puty (PT-PA), destaca ainda a limitação a um mecanismo usado pelos estados para aumentar a arrecadação, a chamada “substituição tributária”. Quando um  empresário compra mercadorias vindas de outro estado, tem que pagar o ICMS antecipadamente, ou seja, antes mesmo de vender os produtos aos consumidores.

Luiz Barreto afirma que, muitas vezes, a substituição tributária torna-se um segundo imposto, porque, na prática, é preciso pagar duas vezes pela mesma taxa. “Enfrentamos os governadores em ano eleitoral”, analisa o presidente do Sebrae.  “A proposta beneficia 70% das micro e pequenas empresas, que pagarão menos impostos, mas a gente queria 100%”, afirma Barreto. Hoje, há cerca de 9 milhões de empresas de micro e pequeno porte.

O projeto livra da substituição tributária setores como alimentos, vestuário, calçados, papelaria, brinquedos, decoração, implementos agrícolas, instrumentos musicais, móveis, cama e mesa.

 

Manicure

O projeto criada uma nova tabela para pagamento de impostos de forma unificada. Com apenas um documento, são pagos contribuição à Previdência Social, Imposto de Renda, Imposto Sobre Serviços, Programa de Integração Social (Pis-pasep) e as contribuições sobre o lucro líquido (CSLL) e seguridade social (Cofins). Dependendo do faturamento anual da empresa, a tabela impõe uma alíquota de 16,93% a 22,45% das receitas brutas.

O texto impede o aumento de encargos motivados pela formalização dos negócios mais modestos, os chamados Micro-empreendedores Individuais (MEI), que têm faturamento anual de até R$ 60 mil por ano. Funciona como uma espécie de “blindagem”.

Por exemplo: uma manicure que atende de casa em casa resolve abrir um salão em sua casa e faz inscrição como MEI. Pelo projeto de lei, a prefeitura fica proibida de aumentar o IPTU da casa dela para o de um imóvel comercial. Assim, a manicure pode abrir seu salão, com a criação de um CNPJ próprio e vistorias sanitárias, com a certeza de que o imposto predial não vai subir por causa disso.

 

Formalização e perda de receita

De acordo com o deputado Cláudio Puty, as perdas de receita são variáveis. Nas contas do Secretaria da Micro e Pequena Empresa do governo federal, a arrecadação cairia R$ 900 milhões todos os anos. Pelo Confaz, de R$ 5 bilhões a até R$ 10 bilhões. Entretanto, Puty e Barreto entendem que não haverá perdas para os cofres públicos porque a medida vai incentivar a formalização de pequenos negócios, que passarão ter registro na Receita Federal  por poderem adotar o Simples.

(Fonte: Cogresso em Foco)

DEPOIMENTO DA EMPREENDEDORA WALÉRIA MEIRA DE EDLUZE DECORAÇÕES

Parabéns São José do Egito!! Estive presente no evento do Sebrae como Micro Empresa, confesso que fiquei orgulhosa de ver o nome do nosso município competindo nacionalmente na categoria melhor projeto. Esse evento promovido pelo Sebrae, fortalece os pequenos negócios, através de projetos das prefeituras que mostram interesse em mudar a perspectiva de seus municípios fazendo o desenvolvimento acontecer!! Romerio Guimaraes, parabens!!!!!

 

 

 

Moreilândia Implementa a Lei Geral


Prefeitura de Moreilândia
O município de Moreilândia é o 2º município da Região do Araripe e o  42º município de Pernambuco a implementar a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. A implementação da Lei Geral é uma ferramenta fundamental para o estímulo à economia do município através do fomento aos pequenos negócios, que agora contam com mais apoio do poder público e mais facilidade para formalizar suas atividades.

Para alcançar o status de Lei Implementada, foi decisiva a participação da comissão de licitação – Francisco Gabriel e dos nossos Agentes de Desenvolvimento – Cleyton Edyerton e Maria Lidiane Pessoa. Parabéns também ao Prefeito Jesus Felizardo de Sá e a nossa incansável e competente consultora Cláudia Gouveia.




Parabéns Moreilândia!