quinta-feira, 23 de julho de 2015

Crédito para MPE cresce em Pernambuco

 

As consequências da crise não estão desestimulando muitos micro e pequenos empresários pernambucanos a investirem no próprio negócio. Apenas no primeiro semestre, o número de operações de concessão de crédito do Banco do Nordeste para empresas de menor porte cresceu 43% no Estado. 

 

Pernambuco está no topo da lista do balanço divulgado ontem pela instituição. A média de todos os Estados registrou um aumento de 18% em comparação aos seis primeiros meses do ano passado.

 

“É na crise que surgem oportunidades e alguns setores aproveitam para crescer. Pernambuco foi a melhor performance no primeiro semestre. Acreditamos que isso se deve à maior capilaridade do banco no Estado e às parcerias com o Sebrae, o governo e as entidades de dirigentes lojistas”, avalia o superintendente de Varejo e Agronegócio, Marcelo Azevedo Teixeira.

 

A maior parte das contratações utilizam o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). O fundo é subsidiado pelo governo federal e atende investimentos de longo prazo nas empresas, oferecendo prazo de até 12 anos para quitar a dívida e taxas de juros anuais de 8,24% – podendo chegar a 7%, com o desconto oferecido aos bons pagadores.

 

Em Pernambuco foram realizadas 1,7 mil operações apenas no âmbito do FNE, que somaram R$ 138,1 milhões. Em todos os Estados, o banco concedeu R$ 1,3 bilhão em 33 mil operações de crédito. O setor que mais recebeu investimento foi o de comércio, com 47% dos empréstimos, seguido dos serviços (26%) e indústria (24%).

 

Depois de Pernambuco, os estados que mais tiveram crescimento de operações no período foram Alagoas (33%), Bahia (29%), Minas Gerais/ Espírito Santo (27%, a instituição atua no norte dos dois estados, contabilizados como uma única região) e Maranhão (16%).

 

(Fonte: Jornal do Comércio)

quarta-feira, 22 de julho de 2015

DISTRITO FEDERAL (DF): GDF elabora projeto de lei que pretende emitir alvarás em até 5 dias

O governo do Distrito Federal deve enviar à Câmara Legislativa um projeto de lei que reduz a burocracia exigida para a abertura de novas empresas na capital. Segundo o GDF, a expectativa é de reduzir o tempo de espera de nove meses para cinco dias. Hoje há 600 pedidos de licença na fila. A proposta deve chegar à Casa em agosto, quanto os deputados voltam do recesso parlamentar.

Segundo o governo, o procedimento simplificado vale para atividades consideradas "de baixo risco". A licença sai em cinco dias e a fiscalização pelos órgãos competentes é feita após o alvará. Se o empresário tiver mentido no formulário, perde a licença e responde criminalmente.

Para atividades de "alto risco" – que envolvam manuseio de inflamáveis, por exemplo –, a vistoria prévia continua obrigatóra, mas o agendamento também poderá ser feito pela internet.

 

O projeto busca atender a queixas de empresários que reclamam da dificuldade em abrir um negócio no DF. Pelo sistema atual, a concessão de licenças depende de uma consulta prévia na administração regional e de laudos fornecidos por Ibram, Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros, Agefis, Polícia Civil e outros órgãos.

 

Para cada um desses laudos, é necessário que uma equipe faça vistoria no imóvel. O projeto em fase de elaboração no Buriti dispensa a verificação e permite que o empresário faça a solicitação pela internet.

 

"A gente não pode é, por letargia do Estado, proibir o empresário de ter o seu empreendimento funcionando. A nossa ideia é inverter o ônus da prova. A gente vai acreditar na palavra do empresário, naquela [atividade] que seja de baixo risco, e posteriormente haverá a fiscalização", declarou o secretário de Economia, Arthur Bernardes, em entrevista à TV Globo.

 

Acordo federal
Se aprovada, a iniciativa será colocada em prática por meio de uma parceria com o Sebrae. O sistema eletrônico já está pronto, doado pelo governo federal, e pode ser implementado em "fase de testes" em Brasília.

O governador Rodrigo Rollemberg assinou parceria com o ministro da Secretaria de Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, em março. A meta de redução do prazo para abertura de empresas foi citada no encontro, que resultou em um acordo de cooperação de 36 meses.

(Fonte: G1)

Receita Federal simplifica abertura e baixa de CNPJ - Convênio permitirá que as mudanças sejam concluídas diretamente pelos cartórios

 

Foi assinado convênio entre a Receita Federal e o Instituto de Registro de Títulos e Documentos e de Pessoas Jurídicas do Brasil (IRTDP) com foco na integração cadastral e desburocratização.

 

A partir de agora as solicitações de inscrição, alteração e baixa, no âmbito do CNPJ, poderão ser analisadas e deferidas diretamente pelos Cartórios de Registro de Pessoas Jurídicas, sem que o contribuinte necessite deslocar-se para o atendimento da Receita Federal. Desta forma, o CNPJ poderá ser emitido, alterado e baixado concomitantemente com o registro do respectivo ato no cartório, assim como já ocorre com os atos sujeitos a registro nas Juntas Comerciais.

 

Para isso, foram implantadas diversas melhorias no CNPJ, sendo a principal delas a possibilidade de que os Cartórios de Registro de Pessoas Jurídicas sejam integrados ao processo de análise e deferimento de atos cadastrais do CNPJ, por meio Rede Nacional para a Simplificação do Registro e Legalização de Empresários e Pessoas Jurídicas – REDESIM.

 

Para viabilizar essa integração, cada Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas do Brasil poderá aderir ao convênio já firmado entre a Receita Federal e o Instituto de Registro de Títulos e Documentos e de Pessoas Jurídicas do Brasil (IRTDPJ), mediante assinatura de Termo de Adesão.

 

Importante destacar que a Receita Federal, por meio da REDESIM, já está preparada para direcionar o deferimento da solicitação CNPJ para Cartórios de Registro de Pessoas Jurídicas de qualquer parte do Brasil, sempre que um novo cartório aderir ao processo integrado de registro, alteração e baixa do CNPJ.

 

A expectativa é que a partir do próximo mês diversos cartórios em vários Estados já estarão prontos para se conectarem por meio da REDESIM e prestarem esse serviço às diversas pessoas jurídicas no país.

 

(Fonte: Receita Federal)

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Novo Simples promete reduzir abismos na tributação de empresas

 

A aprovação por unanimidade do Projeto de Lei Complementar (PLP) 448/14 na Comissão Especial da Câmara dos Deputados foi a primeira vitória da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa, que articula mudanças profundas nas regras do Simples Nacional, sistema simplificado de tributação para empresas.

 

O texto é resultado da junção de quase 30 projetos referentes ao tema que tramitavam no Legislativo desde 2008, renovado com propostas baseadas em estudos técnicos da Fundação Getulio Vargas e do Sebrae, validados pela Secretaria Nacional da Micro e Pequena Empresa.

 

Entre as propostas apresentadas pelo relatório final, redigido pelo deputado federal João Arruda (PMDB-PR), as mais importantes são a redução das tabelas das alíquotas de imposto aplicadas sobre a natureza das atividades e a ampliação dos tetos de faturamento anual que classificam as empresas pelo porte.

 

Com base nessas alterações de níveis, o PLP 448/14 quer aliviar o tranco do crescimento das empresas, trocando os degraus da cobrança tributária por uma rampa de acesso, que permita a evolução gradual do pagamento dos impostos alinhados às escalas de faturamento.

 

Hoje, ao sair do regime do Simples para o de Lucro Real ou Presumido, a carga tributária de uma empresa na área de comércio, por exemplo, pode ficar 54% maior. “Muitos empresários mascaram o crescimento de seus negócios por causa da carga tributária, criando outras pessoas jurídicas para escapar da mudança de regime”, diz o deputado.

 

76,7 mil empresas

em todo o país poderão ser beneficiadas com o novo Simples. São negócios que hoje têm faturamento superior ao teto de R$ 3,6 milhões, que limita o regime. A mudança de sistema pode levar a uma queda de 3% na arrecadação, principalmente nos tributos federais. Mas a estimativa é de aumento na base de contribuintes na ordem de 4% no longo prazo.

 

No escalonamento previsto na nova regra do Simples, as cobranças serão proporcionais, a exemplo do que ocorre na tabela do Imposto de Renda, em que a alíquota da próxima faixa é aplicada sobre o excedente da anterior. Na avaliação do presidente da Confederação Nacional da Micro e Pequena Empresa (Conampe), Ercílio Santinoni, a cobrança proporcional é um avanço, assim como o fim do pagamento retroativo dos tributos, exigido quando há mudança de faixa de faturamento, pelas regras atuais.

 

Mas há pontos no projeto que ainda devem ser avaliados, na opinião do empresário. “Nas faixas de faturamento, quem está na ponta inferior tem mais vantagens sobre quem está próximo ao limite. Pelo projeto, há alguns níveis em que haverá maior tributação no futuro do que há hoje. Podemos ajustar as alíquotas ou estratificar mais as faixas”, observa.

Trâmite

Alterações ao texto original devem ser apresentadas durante o trâmite do projeto no Legislativo, mas a prioridade é manter a correção das tabelas. O relator pretende negociar a data da primeira sessão de votação já para o mês de agosto.

O PLP precisa de maioria simples para ir à segunda votação e depois seguir para apreciação no Senado e sanção da Presidência da República. “Há um entendimento com aliados e apoiadores do governo sobre a importância da matéria. A expectativa é concluirmos o processo este ano para que entre em vigor a partir de 2016”, diz.

 

O novo Simples também vai normatizar ferramentas de crédito dirigidas aos pequenos negócios. A preocupação com o desenvolvimento de empresas nascentes, como startups, motivou a inclusão de regulação dos empresários-anjos. No sistema atual, o anjo não pode ter papel de sócio em uma empresa no regime Simples e não tem respaldo legal como financiador de um projeto.

 

Outro incentivo na área financeira é a previsão da formação de empresas simples de crédito, para empréstimos a empreendimentos menores, de atuação local. Apesar da intenção de aumentar o crédito aos empresários pequenos, os custos fixos altos e a dificuldade de manter uma taxa competitiva para o mercado são pontos negativos da proposta, na avaliação de Ercílio Santinoni, da Conampe. “De maneira geral, o projeto contém avanços muito maiores do que discussões anteriores”, diz.

 

Na análise do relator João Arruda, o aprimoramento da legislação deve ser permanente. “Avançamos agora, daqui a dois ou três anos, rediscutimos novos pontos, negociando a cada nova rodada”, diz.

 

lém de aliviar a escalada da tributação das empresas, o PLP 448/14 também prevê a criação de mecanismos para facilitar o desenvolvimento de pequenos negócios. Um dos mais representativos é mudar o enquadramento no Simples pela natureza da atividade, dando maior enfoque ao nível do faturamento. É o caso das microcervejarias e produtores de bebidas alcoólicas artesanais, como vinhos ou cachaças. Por causa da atividade, hoje essas empresas precisam adotar os mesmos regimes tributários das grandes empresas, como o Lucro Presumido.

 

“Hoje, o imposto corresponde entre 50% a 60% do preço de venda, igual ao patamar das grandes cervejarias. O enquadramento do Simples, além de reduzir a carga, dá fôlego para a operação crescer e desburocratiza a gestão, inclusive nas questões trabalhistas”, explica o empresário Alejandro Winocur, da Way Beer.

 

No Paraná, a produção de até 200 mil litros de bebida por mês caracteriza a microcervejaria. A atividade foi incluída no projeto pelo estímulo que oferece a outros setores econômicos, como o turismo e a gastronomia. “Os produtores artesanais são importantes para essa cadeia, inclusive na geração de emprego, apesar da pressão dos grandes fabricantes e da bancada evangélica [que são contra a inclusão das microcervejarias no Simples]”, aponta João Arruda, relator da 448/14.

 

Outros ajustes na área administrativa também devem aliviar o caixa dos micro e pequenos empresários. Pelo novo Simples, exames e laudos médicos dos funcionários, exigidos na admissão e desligamento, poderão ser realizados pelo SUS, e não mais por médicos particulares. “Isso alivia os custos do pequeno empresário, já que o grande tem estrutura para contratação do serviço ou convênio com planos de saúde”, explica Ercílio Santinoni, da Conampe.

 

Da mesma forma, a lei prevê prioridade no cronograma para pagamento das micro e pequenas empresas que participem de concorrências públicas.

 

(Fonte: Gazeta do Povo)

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Pronatec Aprendiz para microempresas será lançado semana que vem, diz ministro

O governo federal deve anunciar na próxima semana a ampliação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) para que micro e pequenas empresas possam contratar jovens aprendizes com auxílio do governo, informou hoje (7) o ministro do Trabalho, Manoel Dias.

Ele participou de reunião com os ministros da Educação, Renato Janine Ribeiro, e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, para acertar detalhes da ação, que também envolve a Secretaria da Micro e Pequena Empresa. O programa deve custear o treinamento dos jovens, para aumentar a inserção de adolescentes no mercado de trabalho.

“O governo vai contratar o Sistema S para promover a qualificação profissional dos trabalhadores - menores aprendizes -, para que sejam contratados pelas micro e pequenas empresas”, afirmou Dias. Segundo o ministro, o programa será lançado dia 14 de julho.

O Sistema S reúne, entre outros, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Criado em 2011, o Pronatec oferece gratuitamente cursos de educação profissional e tecnológica.

Segundo o Ministério da Educação, a nova versão do Pronatec deve atender jovens a partir dos 14 anos, matriculados no ensino regular. Durante o programa, o aprendiz deve receber salário pelo expediente de 4 a 6 horas diárias, fora do horário escolar.

Em junho, durante cerimônia para comemorar a marca de 5 milhões de microempreendedores individuais, a presidenta Dilma Rousseff disse que o programa deveria ser lançado até este mês, e defendeu o acesso dos adolescentes ao mercado de trabalho como forma de afastá-los da violência.

(Fonte: Agência Brasil)



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Postado por Blogger no Blog das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (@blogdasmpe) em 7/08/2015 09:18:00 AM