terça-feira, 15 de julho de 2014

Pequenos negócios faturam R$ 500 milhões com Mundial de Futebol


Pequenos negócios faturam R$ 500 milhões com Mundial de Futebol

Um faturamento de meio bilhão de reais com a Copa do Mundo. Este foi o resultado do programa Sebrae 2014, que envolveu a participação de 43.910 mil pequenos negócios e microempreendedores individuais (MEI) de todo o país.



Esse balanço do desempenho dos empreendimentos de pequeno porte na Copa do Mundo foi apresentado esta semana pelo presidente do Sebrae, Luiz Barretto, no painel A Copa do Mundo e o Aumento da Competitividade das Empresas, realizado nessa segunda-feira (7/7), no Centro Aberto de Mídia (CAM), no Forte de Copacabana.

Para Barretto, este saldo positivo reflete a importância da preparação prévia e do comprometimento dos empresários das doze cidades-sede que investiram em capacitação empresarial para extrair o máximo das oportunidades proporcionadas por um grande evento. A instituição investiu R$ 90 milhões nesse programa, para a realização de atividades como diagnóstico empresarial, cursos de capacitação, certificação e eventos para abertura de novas frentes de comercialização.

“Nosso foco sempre foi trabalhar com empresas já constituídas e que iriam continuar no mercado mesmo depois da Copa. Considero como grande legado o fato desses pequenos negócios terem hoje muito mais competitividade, por conta das certificações, maior conhecimento da demanda e identificação de novos mercados. Deste universo, 10 mil empresas continuam com o Sebrae, um indicador de fidelização e compromisso com o crescimento a longo prazo”, avaliou Luiz Barretto.

O trabalho desenvolvido pelo Sebrae iniciou em 2011 com o Mapa das Oportunidades. Realizado em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o estudo detectou 930 possibilidades de negócios em diferentes setores como construção civil, hotelaria, entretenimento, agronegócios, madeira e móveis, comércio, turismo, gastronomia, cultura, artesanato, serviços e moda (setor têxtil, confecções, calçados, gemas e jóias).

Detectar estas áreas mais promissoras para os pequenos negócios foi o primeiro passo de um processo que envolveu ainda programas de Competitividade Empresarial – com capacitações em diversas áreas do negócio como Gestão e Finanças; disseminação de oportunidades, promoção de Rodadas de Negócios, inclusive internacionais. Também conferiu visibilidade a produtos e serviços e a venda direta para o público em iniciativas como o Comércio Brasil, Brasil Original e lojas Mosaico.

Questionado sobre o sistema tributário que ainda favorece as grandes empresas, Luiz Barretto chamou a atenção para a conquista do Super Simples. “Esta foi uma iniciativa conjunta do Executivo, Legislativo, Sebrae e outras instituições. Ainda não foi possível atender os pequenos negócios de todos os setores, mas é inegável que houve um grande avanço e esse movimento tende a continuar”, reforçou.

O secretário-executivo do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ricardo Schaefer, também destacou os ganhos para as MPE. “Houve um grande trabalho deste governo para o desenvolvimento dos pequenos negócios”, afirmou.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Lei Anticorrupção deve afetar planos de pequena empresa




Neste ano, as pequenas empresas terão que optar por investir no próprio negócio ou em compliance, devido à entrada em vigor da chamada Lei Anticorrupção (12.846 de 2013). No primeiro momento, segundo especialistas, esta escolha pode afetar a dinâmica dessas companhias, responsáveis por quase 25% do Produto Interno Bruto (PIB), mesmo em cenário de fraco ritmo econômico, como está agora.

Pela nova lei, as empresas, independentemente do porte, cujos funcionários forem acusados de atos de corrupção também serão penalizadas. As multas variam de 0,1% a 20% sobre o faturamento anual, ou caso não seja possível apontar esse faturamento, a punição pode atingir de R$ 6 mil a R$ 60 milhões, a ser decidido pelo juiz, sendo que também há o risco do negócio ser encerrado.

O receio dos especialistas e dos empresários é de que, como a lei é muito nova – entrou em vigor em janeiro -, e ainda depende de regulamentação, o custo para tornar a empresa mais transparente e estabelecer um conjunto de disciplinas para cumprir preceitos legais, o que visa o compliance, seja alto. De acordo com a assessoria técnica da FecomercioSP, esses gastos, de qualquer forma, atingiriam mais as pequenas empresas, por ter que direcionar uma equipe para isso ou ter contratar especialistas. “Sabemos que o instituto de governança corporativa conhecida como compliance é normal em empresas de grande porte, bancos e até multinacionais”, afirma o assessor jurídico da instituição, Alberto Borges de Carvalho Junior.

Na opinião do diretor executivo de compliance da EY (nova marca da Ernst & Young), Fernando Palma, essa escolha entre investir na melhora da conduta ética da empresa ou no crescimento do negócio é uma decisão individual. “Contudo, é preciso saber que o custo para arcar com atos corruptos será superior a de investir em compliance”, alerta.

Palma entende que se o empresário adotar uma postura defensiva, os gastos com esse conjunto de disciplinas éticas devem ser pequenos. “Não precisa contratar um profissional, basta um departamento jurídico se dedicar a isso”, exemplifica, sem apontar qual seria, em média, o valor desse investimento. Segundo ele, depende de cada caso. “Talvez, no primeiro momento as pequenas e médias empresas não sejam o alvo das autoridades para a aplicação da lei, mas não dá para esperar a regulamentação para começar a agir”, ressalta o porta-voz da EY.

Questionado se essa preocupação de especialistas e empresários não se deve também ao fato de que essas empresas são mais expostas a pressões por propinas, Palma concorda que sim, mas reitera que pensar no compliance ainda é importante depois da entrada na Lei Anticorrupção.
“Sabemos que o Brasil é um dos países mais corrupto do mundo e que mais de R$ 415 bilhões são perdidos com atos de corrupção, mas o empresário precisa ter consciência de que é preciso evitar se envolver nisso. Conheço empresas que ao conversar com fiscais, por exemplo, utilizam salas no estilo aquário [com paredes de vidro], dois representantes participam da reunião e utilizam câmaras de vídeo. É possível, desde já, o próprio executivo mudar o comportamento”, aponta.

Já Carvalho Junior prevê, apesar de também não apontar um valor, que o custo com essa mudança será “imensurável”. “Para se ter uma ideia, empresas podem investir em treinamentos específico, até a criação de um código de conduta ou a contratação de funcionários capacitados para acompanhar todos os procedimentos realizados pelos colaboradores da empresa. Tudo para demonstrar a boa-fé da PJ [Pessoa Jurídica] em todas as relações de negócios”, avalia.

Para ele, há uma forma de amenizar o impacto da lei nos negócios. “A empresa precisa conhecer a Lei 12.846 de 2013 e outras normas sobre o assunto, para saber qual foi a intenção do legislador. Tendo essas informações ela saberá qual a melhor forma para se adaptar à regra”, sugere. “A Lei Anticorrupção deve ajudar para resolver o problema no País. Mas não só a corrupção. Ajudará a própria empresa que terá uma boa gestão de transparência na sua organização, sendo bom para os seus clientes funcionários e para sociedade”, conclui.

Diferenciação
De acordo com a FecomercioSP, recentemente a instituição enviou um pedido a presidente Dilma Rousseff e ao ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hade Sobrinho, para o que o decreto que regulamenta a Lei Anticorrupção leve em consideração o porte da empresa. A federação informou que Hage Sobrinho respondeu que essa variável já foi levada em consideração na proposta encaminhada à Casa Civil. A nova lei entrou em vigor desde janeiro deste ano, mas ainda precisa de regulamentação do governo.

Projeto muda regra de contribuição previdenciária em contratos com microempreendedores



Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 1.473/14, do deputado Antonio Carlos de Mendes Thame (PSDB-SP), que desobriga parte dos contratantes de serviços prestados por microempreendedor individual (MEI) de recolher tributos à Previdência (sob a alíquota de 20%, mais adicional de 2,5% em alguns casos).

A proposta revoga a Instrução Normativa nº 1.453/14 da Receita Federal, que estendeu para todos os serviços a exigência de recolhimento da contribuição previdenciária patronal de quem contrata microempreendedores individuais.

Antes da vigência da norma, a contribuição era devida exclusivamente nas contratações de serviços de hidráulica, eletricidade, pintura, alvenaria, carpintaria e de reparo de veículos realizados por MEI. Pela instrução normativa, publicada em fevereiro deste ano, as contribuições relativas aos demais serviços prestados por intermédio de microempreendedores individuais também passam a ser devidas, a partir de 9 de fevereiro de 2012, ou seja, de forma retroativa.

Retrocesso

O autor da proposta entende que a ampliação da obrigatoriedade tributária prejudica o mercado de trabalho e representa um retrocesso para milhões de trabalhadores que já aderiram ao MEI, ao gerar um aumento considerável no custo de contratação dos microempreendedores.

Mendes Thame cita a reação do presidente da Associação dos Produtores Teatrais Independentes (APTI), Odilon Vagner, relatada em matéria do site Cultura e Mercado. Em reunião com ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República, Guilherme Afif Domingos, Vagner teria reclamado, segundo o texto, que a medida prejudica o mercado cultural e fará com que ninguém mais queira contratar um MEI.

A figura do microempreendedor individual foi criada em 2008 com o objetivo de legalizar o trabalhador informal com faturamento anual máximo de R$ 60 mil.

Tramitação

A proposição será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, será votada pelo Plenário.

(Fonte: Agência Cãmara)

Fenearte entra na reta final

Jornal do Comércio

ARTESANATO Mais de 150 mil pessoas já passaram pelo evento. Expositores comemoram vendas, que devem superar os R$ 40 milhões

Faltam apenas três dias para o término da 15ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), que acontece no Centro de Convenções em Olinda. Até terça-feira, mais de 150 mil pessoas já haviam passado pela feira. A expectativa dos organizadores, para os 11 dias de evento, é receber um público de 320 mil e movimentar uma quantia superior a R$ 40 milhões.

Essa intensa movimentação tem agradado os comerciantes que vendem seus produtos em um dos 800 espaços do local. Um deles é a artesã pernambucana Baby Sills, que confecciona colchas, toalhas e capas de almofada com o refugo de tecidos de fábricas de Santa Cruz do Capibaribe e de tecido chita. "A feira está boa. Estou tendo uma boa saída e a expectativa é de que melhore", avalia.

Quem faz parte do público que aquece a venda dos artesãos é a empresária Patrícia Fontelles. Ela deixou a feira com uma grande mala de viagem carregada de produtos. "Gastei cerca de R$ 1 mil com artesanato, colcha e algumas outras coisas", diz Patrícia, que afirma comparecer à feira todos os anos. "Não tem feira melhor. Meu shopping é aqui."

NEGÓCIOS

Além da intensa movimentação, alguns artesãos conseguiram faturamento extra. Empresários interessados nas peças compraram grande quantidade de produtos por meio de uma ação realizada pelo Sebrae de Pernambuco, que durante os três primeiros dias de evento promoveu uma rodada de negócios com o objetivo de aproximar compradores e fornecedores.

"Vendemos R$ 10 mil em peças a um empresário de São Paulo. Foi tanto produto que nem sei a quantidade", conta Eliana Moreira, que representa o artesão Espedito Seleiro, cearense que confecciona bolsas, sandálias, sapatos e gibão em couro.

De acordo com a organização do evento, foram realizados 570 encontros, que geraram R$ 5,04 milhões - valor 7,29% maior ante a rodada do ano passado (R$ 4,68 milhões).

quarta-feira, 9 de julho de 2014

O Brasil precisa virar o jogo no empreendedorismo

O jogo dos empreendedores acontece todo dia, mas o nosso ambiente de negócios está longe disso: veja por quê!
Gabriela Fernandez*, da  ( 08/07/2014) - Portal do Desenvolvimento

A Copa do Mundo desperta uma grande competitividade entre os países e vai muito além do futebol. Muitas comparações são feitas, da torcida mais animada ao craque do campeonato, mas sempre prevalece o nacionalismo dos torcedores ao defender o seu país.

Franca realiza missões empresariais para a Francal 2014

A Francal acontece de 15 a 18 de julho e reúne toda a cadeia coureiro-calçadista nacional para a melhor e mais longa temporada de negócios do ano

Portal do Desenvolvimento por SEBRAE-SP

São Paulo – O Escritório Regional do Sebrae-SP de Franca, dentro das ações do Programa Comércio Varejista, em parceria com a ACIF (Associação do Comércio e Indústria de Franca) e as demais associações comerciais da região, está organizando quatro missões empresariais à Feira Francal 2014. As missões empresariais serão no dia 16 e sairão das seguintes cidades: Franca, Batatais, Ituverava e Igarapava.

O consultor Nílcio Cairbar, responsável pelo Programa Comércio Varejista no Escritório Regional de Franca, destacou a importância da participação de lojistas de toda a região neste evento tão importante no cenário nacional. “A feira é a principal plataforma lançadora de moda calçados das coleções primavera-verão no País”, contou.

A Francal acontece de 15 a 18 de julho e reúne toda a cadeia coureiro-calçadista nacional para a melhor e mais longa temporada de negócios do ano. A cada edição, mais de três mil marcas de mil empresas apresentam suas coleções para lojistas nacionais e importadores do mundo todo. A Feira é visitada por mais de 60 mil profissionais do Brasil e do exterior, o que contribui para a realização dos negócios do setor em diferentes mercados.

Trata-se de um evento que recebe lojistas de todos os Estados brasileiros, ampliando as oportunidades para abertura de novos mercados.

Desta forma estimula as exportações ao receber compradores de mais de 70 países que visitam a feira para fazer negócios com as indústrias brasileiras, firmar parcerias e estreitar relacionamento com o mercado sul-americano tendo o Brasil como porta de entrada do continente.
Outras informações sobre esse ou demais serviços do Sebrae-SP podem ser obtidas pelos telefones 16. 3723-4188 ou 0800 570 0800.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Crédito ao alcance das mãos


Programa criado por meio de lei municipal facilitou acesso a crédito no município

Mudar o cenário desfavorável ao crescimento das empresas foi um dos desafios da gestão municipal de Tunápolis (SC) em 2013. Os empresários tinham vontade de expandir os negócios, mas não havia financiamentos atraentes. Por meio de uma lei, os empreendedores passaram a ter acesso a crédito, com os juros subsidiados de forma integral pela Prefeitura. O avanço rendeu ao prefeito Enoí Scherer o primeiro lugar na etapa estadual da 8ª Edição do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor, na categoria Lei Geral Implementada.

“A classe empresarial de Tunápolis está recebendo a devida atenção, fomentando novos investimentos, aquecendo a economia local, gerando empregos e contribuindo para o desenvolvimento do município”, destaca Scherer.

As empresas com atividades comprovadas têm acesso a crédito em instituições financeiras. Para as indústrias foi ofertado o total de até R$ 20 mil: para o comércio, até R$15 mil; e prestador de serviço, até R$ 5 mil. Outra medida de incentivo aos pequenos negócios foi a edição da cartilha Como vender para Prefeitura, voltada a empresários da cidade, com a finalidade de facilitar o acesso e a participação nas licitações.

Facilidade de crédito

O sócio administrador de um negócio local Vander Kerkhoff conta que foi possível ampliar a estrutura de fornos para produção pelo incentivo recebido e a facilidade de adesão ao crédito. “A ajuda possibilitou o aumento da produção e lucratividade”, agradece.

Marcelo Baumgratz sócio administrador de uma empresa no ramo de alimentos relata que sempre teve necessidade de fazer investimentos, o que não era possível devido ao alto custo bancário. “O programa possibilitou pagar apenas o valor do capital, o que viabilizou o investimento”, explica.

Mudanças no Simples podem aumentar carga tributária

Fernanda Bompan em Portal do Desenvolvimento

Especialistas e representantes de setores tentam impedir que as mudanças nas regras para entrar no Simples Nacional sejam aprovadas com a tabela de alíquotas prevista no projeto de lei 221/2012, em final de tramitação no Senado Federal como projeto de lei da câmara (PLC) 60 de 2014.

O assessor parlamentar do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), Gilson Paranhos, e que discutirá hoje o tema com senadores, informou que, principalmente para os escritórios de arquitetura que têm receita bruta anual abaixo de R$ 180 mil haverá uma alíquota de 16,93%, enquanto para outros segmentos, como advocacia, a taxa é de 4,5%. Além disso, no Lucro Presumido, a alíquota para arquitetos declarados como pessoa jurídica é de 16,33%.

“O problema é que 70% das empresas de arquitetura enfrentam esse problema”, explicou o especialista, ao acrescentar que essa situação deve ocorrer com outros setores, como engenheiros, médicos, publicitários, jornalistas, dentistas, veterinários, psicólogos e economistas.

Simulações feitas a pedido do CAU/BR indicam que o quadro se agrava nas quatro faixas de receita seguintes até R$ 900 mil por ano. Para a empresa com receita anual de até R$ 360 mil, a diferença é de 16,33% no Lucro Presumido, para 17,72% no Simples. Quem fatura até R$ 540 mil por ano, continuará na alíquota de 16,33% no Lucro Presumido, contra 18,43% no Simples. Na faixa de faturamento anual até R$ 720 mil, as alíquotas são de 16,33% no primeiro caso, e 18,77% no segundo regime especificado. E, por fim, para a empresa que fatura até R$ 900 mil por ano, a diferença é de 16,33% para 19,04%.

A única vantagem com a manutenção da tabela seria se a pessoa jurídica tiver empregados, por conta dos benefícios da desoneração da folha de pagamento.

Arrecadação
“De qualquer forma, as regras deveria respeitar o princípio da isonomia. O risco é que esses profissionais optem por trabalhar na informalidade para não ter que arcar com esses custos. Mas acredito que o objetivo do governo é de não perder arrecadação de impostos”, ressalta Paranhos.

Sérgio Approbato Machado Júnior, presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no estado de São Paulo (SesconSP), endossa a opinião do representante do setor de arquitetura. “Com a universalização e as novas atividades propostas pelo projeto de lei, quase 500 mil empresas com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões poderiam se beneficiar do Simples. Mas, diante da inflexibilidade do governo [de aprovar o projeto sem emendas] será preciso fazer e refazer contas, pois aderir ao Simples pode virar um mau negócio com a imposição da nova tabela. Em alguns casos, é preferível pagar oito tributos a um só, se essa guia única de recolhimento aumenta o valor total. Não tem lógica.”

Substituição tributária
Outra mudança pedida pelas entidades de classe é o fim da substituição tributária para pequenas empresas. Com essa regra, elas devem antecipar o pagamento de um tributo, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), para a cadeia, o que afeta o fluxo de caixa.

Segundo o estudo elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), uma empresa enquadrada no Simples Nacional, com faturamento mensal de até R$ 15 mil, inserida na alíquota de 1,25%, paga o ICMS de R$ 187,50. Contudo, se o produto estiver encaixado no regime de substituição tributária, com Margem de Valor Agregado (MVA) de 50%, por exemplo, a empresa pagará, antecipadamente, no momento da compra, R$ 900 de ICMS.

Se o empresário não tiver condições de excluir a coluna referente ao ICMS (1,25%), corre o risco de pagar, no momento da venda, mais R$ 187,50, referente ao ICMS, ou seja, em duplicidade. Uma empresa que pagaria somente 1,25% de alíquota do ICMS pelo Simples passa a ser obrigada a pagar 18% de alíquota sobre o MVA, acrescido de 1,25%.
O estudo estima que mais de R$ 61 bilhões serão gastos com tributação com o Simples em 2014. E que a exclusão das pequenas empresas do regime de substituição tributária, deverá elevar o número de empresas formais.

O presidente do Sebrae, Luiz Barreto, lembrou que, de acordo com a proposta em tramitação no Senado, os segmentos de vestuário e confecções, móveis, couro e calçados, brinquedos, decoração, cama e mesa, produtos óticos, implementos agrícolas, instrumentos musicais, artigos esportivos, alimentos, papelaria, materiais de construção, olarias e bebidas não alcoólicas não estarão mais sujeitos a esse mecanismo de arrecadação.

“Outra vantagem para as micro e pequenas empresas é a desburocratização, que permitirá um menor tempo de abertura e fechamento das empresas e a criação de salas do empreendedor nas prefeituras, que serão a entrada única de documentos”, complementou Barreto.

Barretos recebe selo Prefeito Empreendedor do Sebrae


A cidade de Barretos recebeu o selo Prefeito Empreendedor do Sebrae. A certificação reconhece o interesse das prefeituras em apoiar os pequenos negócios e estimular o empreendedorismo, e faz parte do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor 2013/2014. O certificado foi entregue na tarde de terça feira, 24 de junho/14, ao prefeito Guilherme Ávila pelo gerente do Sebrae Barretos, Rogério Volpini, e pela analista do Sebrae Barretos, Margareth Kavaguti.

A premiação de Barretos, na categoria melhor projeto, aconteceu graças ao “Projeto de Desenvolvimento de Turismo, Cultura e Artesanato de Barretos”, que vem sendo desenvolvido pela Prefeitura deste 2013. Na região de Barretos também foram certificados os prefeitos Fernando Galvão, de Bebedouro; Marcio Donizette Barbarelli, de Cajobi e Sérgio de Mello, de Guaíra.

O Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor promove um intercâmbio de conhecimento entre os municípios de políticas públicas que beneficiam as micro e pequenas empresas.  Nesta edição do Prêmio, foram inscritos 335 projetos de 265 prefeituras em todo o Estado. Sete cidades foram premiadas com os melhores projetos, uma em cada categoria do concurso. Outras 180 receberam o selo de Prefeito Empreendedor.