O trabalho foi realizado nos Municípios de Buenos Aires, Machados, Vicência, Orobó, São Vicente Férrer, Timbaúba e Macaparana, obtendo informações imprescindíveis a condução do aprimoramento da atividade econômica focada no setor.
Dados do Ministério da Agricultura, mostram que em 2010, o rendimento de Pernambuco foi inferior a média nacional em 21%, menor do que o obtido pela Bahia em 30% e correspondente apenas a 52% da Produtividade Média Registrada em São Paulo. Digno de registro que uma área significativa do Rio Grande Do Norte (5.603 ha) conseguiu uma produtividade de 229% acima da produtividade Pernambucana.
A obtenção de um diagnóstico sobre a cadeia produtiva da banana, proporcionou a ampliação do conhecimento sobre o segmento produtor, dando suporte ao desenvolvimento e ao aumento da competitividade do agronegócio no Polo produtor. Reunimos subsídios atualizados visando a definição de diretrizes para o desenvolvimento comercial e tecnológico da bananicultura. A partir da identificação de pontos de estrangulamento na cadeia produtiva, O SEBRAE/PE vai definir uma agenda de propostas visando ampliar a produção, contribuir para a geração de empregos e renda nesse conjunto de municípios.
Como sugestões de atuação do SEBRAE/PE foram identificadas:
Parceria com o MDA; Parceria com o ProRural; Participação do SEBRAE/PE na elaboração do Plano Territorial de sua Rede Produtiva, projeto em andamento. Desenvolvimento de conselhos: É importante que se promova o desenvolvimento de grupos locais reunidos em conselhos, com objetivos de disseminar informações pertinentes e cobrar ações do poder público em benefício dos bananicultores da região. Como elos fundamentais se destacam: o desenvolvimento de projetos piloto; o desenvolvimento de canais de distribuição; a criação de selo de identificação; O Incentivo à criação de entrepostos comerciais, o incentivo à criação de indústrias de processamento. A difusão das políticas públicas de aquisição de alimentos, o incentivo ao desenvolvimento do artesanato, com a criação de circuito do artesanato e incentivo à participação em eventos, a difusão do associativismo; O Aproveitamento do interesse dos produtores em desenvolver a bananicultura; A Intermediação da melhoria da infraestrutura das instituições de apoio. Estas ações serão realizadas ao longo deste exercício.
Como alternativas técnicas a Promoção de tecnologias de irrigação e o
Incentivo à difusão de práticas produtivas adequadas:
Os bananicultores da região caracterizam-se por seu rudimentar sistema de produção. Nesse sentido, é fundamental que sejam difundidas práticas como plantio em curvas de nível, realização de análises de nutrientes e aplicação de corretivos e adubos, solarização, desbaste, desfolha, despistilagem, eliminação da última penca, eliminação do coração, ensacamento do cacho e práticas defensivas. Práticas pós-colheita também devem ser tratadas, como uso de cabo aéreo, classificação das frutas, bem como lavagem, pesagem e embalagem. Por sua vez, a renovação dos bananais, a adoção de novas variedades e a utilização de mudas com controle fitossanitário também devem ser matéria de orientação a esses produtores. Além da difusão dessas práticas, deve-se levar os produtores a encarar sua atividade com perfil de gestão estratégica, com práticas de gestão financeira e planejamento produtivo.



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